30/12/2012

Por um real ano novo




Disse um filósofo que a primeira bomba atômica foi lançada sobre a Terra quando a esperança de uma vida boa, próspera, de convivência pacifica e justa foi lançada ao céu, a um lugar que não este em que vivemos.

Quando a prosperidade deixou de habitar o planeta e passou a ser vista como algo divino, algo a ser alcançado numa "vida" além-vida, passamos a deixar de lado nossa realidade para crer num paraíso lúdico, perfeito e divino. O “agora” se resumiu em penitência e servidão.

Espero que em 2013 (e nos anos posteriores) as pessoas entendam que podemos e somos capazes de construir algo melhor, que podemos viver bem o "agora", com dignidade, sem esperar pelo futuro e, muito menos, um paraíso divino, distante.

Temos que construir uma sociedade justa, agora.

Todo paraíso é platônico.


Pegaram Jesus pra cristo!

29/12/2012

Coleção Folha Legendas Tocas


Vou lançar a Coleção Folha Legendas Tocas!

Geralmente as fotos publicadas nos jornais são acompanhadas de uma legenda. Essa legenda geralmente faz alguma observação sobre a foto ou é contida de alguma ironia, filosofia, algo que provoque o leitor a pensar sobre a imagem. 

A legenda é boa quando a imagem retrata algo, a legenda diz outro algo e os dois criam uma terceira impressão sobre o assunto proposta na matéria.

Tenho como página inicial do meu Browser o site da Folha.com, pelo qual tento me manter informado das "notícias" sobre os mais variados assuntos. 

A Folha anda pisando na bola quando o assunto é legenda. Ela simplesmente descreve a foto, coisa que é desnecessário, já que a imagem retrata a situação.

Acredito que elas sejam escritas por estagiários ou jovens jornalistas, que mais fumaram unzinho e beberam na faculdade do que se preocuparam em estudar comunicação. Um jornalista experiente não escreveria essas besteiras (acho).

Abaixo tem alguns exemplos:


Poderia ter escrito: Calor intenso no litoral paulista.
Veja a previsão do tempo.
Essa é bizarra! Essa postei no Twitter e 5 mim depois trocaram a legenda.
Veja abaixo:
Melhorou muito! O estagiário foi rápido.
Essa é esquisita: o que interessa é o vandalismo ou o cara fumando? 
Quem é mais óbvio: a legenda ou o meteorologista francês? 
É meio óbvio que a lentidão no trânsito foi causada pelo excesso de
veículos. Que tal assim: Tantos milhões de veículos descem ao litoral
paulista. Veja as condições das estradas. 
Mulher celebra o ano novo... só ela que celebrou.
Veja bem, "danificados" acredito que não seja a palavra ideal... Os edifícios
foram DESTRUÍDOS! Isso sim.
Ah, é uma televisão, ainda bem que avisou, senão eu nem ia desconfiar.



Conforme a Folha for falhando, aumento minha coleção!


A notícia é o homem observando o foguete. O lançamento mesmo não
tem importância alguma. Essa é do dia 30/01/2013
Jogadores disputam bola no clássico... fala sério, a pessoa que escreveu
isso espera que os jogadores de futebol disputem o que? 
Essa é tipo pegadinha: onde está a mulher? Sim, é aquela de burca, mas
como saber se ela está olhando, entrando ou sei lá o que? 


05/12/2012

25 de Março e São Dimas



Uma cena hoje me chamou a atenção: estava eu subindo a rua em que trabalho, voltando do almoço, e passaram correndo por mim alguns camelôs, fugindo do rapa. Normal para a região, bairro da Luz, arredores da 25 de Março.

Não, não é uma Micareta.
É o dia a dia na 25.
Eram três ambulantes: o primeiro com um tabuleiro de morangos, os outros com tabuleiros de frutas. Pedaços de melancia e abacaxi fresquinhos. Caminhei mais um pouco e vi outro, que foi pego e teve sua mercadoria apreendida. Vendia coco. Num dia de calor paulistano, uma aguinha de coco é muito bem vinda.

Todo mundo, e por que não dizer todo “o mundo”, sabe que a região da 25 de Março é o paraíso das compras. Muita mercadoria barata e de todo o tipo. E todo mundo sabe que toda aquela oferta é barata porque é contrabandeada, e muita coisa é falsificada. Tudo ilegal, sem carga tributária, sem direitos autorais, sem direitos de marca, sem direito nenhum. E por que não dizer que esse é o “sonho neoliberal”, já que não existe a intervenção do Estado naquela zona e ninguém precisa justificar nada a ninguém? Aliás, existe sim a presença do Estado: apreendendo mercadorias de camelôs que ficam espalhados pelas calçadas.

Lego falsificado
Apesar da prisão do “empresário” Law Kin Chong, dono da lendária Galeria Pagé, a ilegalidade continua e aumenta cada vez mais. A quantidade de estrangeiros naquele comercio, a maioria de chineses, também é impressionante. Um colega meu de trabalho viu um anúncio curioso por lá: “Precisa-se de Bolivianos”, dizia uma placa; ou seja: precisa-se de gente que trabalhe muito, não fale nada e que aceite ganhar esmola. Coisas de potência econômica emergente: se não tem IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), então que tenha mão-de-obra semiescrava, para valer alguma coisa.

Voltando a cena que vi, se você parar para analisar, os camelôs que fugiram do rapa (os agentes do Estado), e tiveram seus tabuleiros apreendidos, eram brasileiros vendendo frutas, produtos verdadeiramente naturais que, obviamente, não eram falsificados; ou será que é possível falsificar um coco? Eles também não pagam nenhum tipo de imposto, mas suas ofertas mirradas não atrapalham em nada o comercio local (que em sua maioria é ilegal). O que justifica apreenderem as frutas que os camelôs vendiam enquanto todo o resto daquela ilegalidade acontecia sem nenhum problema, como se fosse a coisa mais natural do mundo? A única resposta que tenho é que muita gente GRANDE ganha MUITO dinheiro com isso.

Fruta original? Não, isso não pode!
Brasileiro vender frutas na rua deveria ser a atividade mais natural do mundo, mas não, na região central, ser estrangeiro e vender contrabando é que é corriqueiro, comum.

Ver brasileiros tendo suas mercadorias presas enquanto estrangeiros vendem produtos ilegais numa boa, de certa forma protegidos pelo Estado, é para ficar indignado. Não sou xenófobo, não tenho nada contra estrangeiro algum, mas também não acredito num mundinho Imagine, do John Lennon.

O curioso é que 25 de março é dia de São Dimas, conhecido na tradição católica como o “bom ladrão”, um criminoso que se arrependeu de seus feitos maus e que passou a converter outros contraventores.

Para converter a 25 de Março, com certeza, São Dimas precisará de um batalhão de santos para conseguir (se é que é possível convertê-los).



A ilegalidade propagada via internet:

12/11/2012

Publicidade legalize


LEGALIZE TOTAL! \o/ A maconha caminha em silêncio para a legalização!

Você percebeu?

Queimando tudo com a
rapaziada, menos o filme!
Há algum tempo atrás vi nas redes socais um folder do show do Planet Hemp, banda que que, todo mundo já está careca de saber, "luta" pela legalização da maconha; até aí, nada de novo (e nada contra também).

Mas um detalhe me chamou a atenção: no folder estava estampado o símbolo e o logotipo da Chevrolet! Isso quer dizer que uma marca tradicional, símbolo da indústria, do progresso, americana coisa e tal, conservadora piririm pororom, apoiava o evento em destaque, evento que era o show musical do Planet Hemp, “defensores” da maconha.

Indiretamente a marcar GM diz: maconheiros, “é nóis”! E dizem isso porque pensam em números: esse público é grande, tem grana, e queremo-los!

Hoje (domingo 11/11/2012) estava eu com amigos e familiares num bar da ZN, tomando várias, pra variar, e eis que entram duas promoters (gostosíssimas, com coroa de princesa e tudo mais). Não imaginávamos o que elas estavam promovendo, até chegaram à nossa mesa: fizeram algumas perguntas, tudo na maior das maiores descontrações e anunciam o produto anunciado: Bàli-Hài Paper....

Ok, o que é Bàli-Hài Paper? É nada mais nada menos do que papel para enrolar tabaco, fumo...

Aí eu me pergunto: quem é que hoje, com marcas e mais marcas de cigarros sendo oferecidas em qualquer esquina, quem é que enrola tabaco? Além dos tiozinhos que fumam cigarro de palha, quem é que enrola fumo? (fumo = tabaco)

Nem meu vô enrola mais o tabaco!
A resposta é: ninguém! Mesmo se alguém falar, “ah, eu enrolo meu tabaquinho, prefiro”, ainda sim é um número muito pequeno de consumidores. O foco da empresa, com certeza, são os que puxam um fuminho, a perninha do grilo, um Bob. Não creio que a Bàli-Hài Paper queira mudar o hábito de quem compra cigarro em maço.

Quem compra papel para enrolar tabaco, na boa, todo mundo sabe, que é pra enrolar fumo (fumo = maconha).  Cada um cada um, nada contra quem dá uns dois. Isso não é problema meu, e nem é um problema pra mim.

Mas é curiosos como a indústria se move em "silêncio" para atingir os mais diversos nichos. Não importa se é legal ou ilegal, se a galera “curti”, gosta, acha cool, acha legal, então é vendável e se é vendável deve ser comercializado!

Aí eu entro no site dos caras balihaipaper.com.br e tem todo um clima vintage (que é cool e está na moda), com surf music tocando e tudo mais e concluo: maconheiros, a legalização caminha para ser concretizada! Se a indústria indiretamente colabora e ganha grana de maneira legal com isso, então a clandestinidades está "próxima" do fim.

Quando a publicidade absorve algo e divulga é porque esse algo interessa muita gente que tem poder e quer ganhar mais grana; e as coisas mudam quando o interesse desses grupos, desses lobbys, estão em questão.

Maconheiros comemorem, a maconha caminha para a legalização!


Legalize it!


Peter Tosh

03/11/2012

27/10/2012

Eleições: "escolhas" e escolhas



Será? E antes de chegar nessa máquina,
quem é que escolhe? Não é você...
Domingo (28/10/2012) é dia de votar num dos dois candidatos para prefeito, no 2º turno das eleições, e, independente da escolha feita, votaremos em alguém que já foi pré-escolhido, sem que ninguém pedisse sua opinião. E ainda temos que ouvir dos cidadãos-praticantes-da-mesmice que temos que votar, e VOTAR CERTO! ESCOLHER O CORRETO! Mas há mais duas opções, e boas: votar nulo ou votar em branco, que nos últimos anos vem sendo minhas escolhas preferidas. Revezo entre elas.

A única certeza que temos é de que votaremos num candidato dum partido corrupto, não interessa qual seja, PT ou PSDB, que têm no currículo: mensalões, privatizações self service, nepotismo, lobby e muita, mas muita injustiça. Esse é o quadro crítico.

Enquanto não tivermos tempo para nada, a vida ser um mero lance programado, uma eterna pressa que não chega a lugar nenhum, algo editado, faturado, creditado, debitado, um pacote a prazo, uma compra coletiva, um imposto imposto, uma terceirização, uma quarteirização, um BBB, uma franquia, um freelancer, um american way of life, um “curtir”/”compartilhar”, uma propaganda, um produto da moda, uma tendência, uma marca, uma logomarca (neologismo bizarro), um negócio da china, um fazer só para melhorar o currículo, uma Mega Sena, uma esperança eterna ("esperança" é praticar o ato de esperar, não é "ter fé"!), enquanto for um compromisso com o nada, principalmente na parte política, será assim: votaremos em alguém que já foi pré-escolhido.

Então quando for votar domingo, saiba que você está cumprindo um mero papel de cidadão, num teatro chamado sociedade democrática.

Democracia não é sinônimo de liberdade.


O sujo e o mal-lavado:
você escolherá o melhor ou o que fede menos?
E quem escolheu eles como candidatos, foi você?
Acho que não...

22/10/2012

O mau e velho “telefone sem fio”



Nem te conto...
   “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida”.
    
Fiz uma pesquisa rápida na internet para saber quem é o autor dessa frase e, para minha não surpresa, um site mostra-a como de autor anônimo e outro como um provérbio chinês. Parei por aí. Com certeza existem outros sites que mostram essa mesma frase, mas com autorias diferentes. Ainda mais na era digital, onde tudo é reproduzido exaustivamente e sem o menor critério.

Acho que todo mundo sabe o que significa a expressão “telefone sem fio”: é quando algum acontecimento é relatado, quando a estória corre de boca em boca, e a cada vez que é recontada, ganha um novo detalhe, uma nova qualquer coisa, até que chega um momento em que o fato distorce de vez e, pior, vira verdade absoluta. E isso acontece porque não se costuma procurar fontes confiáveis, não se procura saber se os acontecimentos realmente aconteceram. Acredita-se na coisa do jeito que ela cai no colo. E as redes sociais, onde tudo se dissemina numa velocidade espantosa, vieram para ser uma extensão poderosa do “telefone sem fio”.

Nessa época de eleições aparecem montagens e mais montagens estampando as caras dos políticos mais notórios, dos que estão na moda, dos candidatos perpétuos. Cada um zoa o político que acredita ser “o corrupto”. Acho que por isso vemos montagens com todos eles.

Um chuchuzinho... no cu do
funcionalismo público. 
Uma montagem que me chamou a atenção foi essa ao lado, onde mostra a cara governador Alckmin e acima uma frase que, segundo a imagem, foi dita por tal político. Achei estranho não ter ouvido falar nada sobre isso, repercussão nenhuma disso. Está certo que os veículos de comunicação, principalmente os de São Paulo, protegem fortemente o PSDB e seu lobby empresarial, mas uma frase dessa não há amiguinho que a esconda. Os tucanos estão vendendo (dando) o patrimônio público faz tempo, estão botando na bunda do funcionário público, mas será que foi o geraldinho mesmo que disso isso?

Resolvi pesquisar na net se ele era mesmo o autor da frase. Para minha, novamente, não surpresa, descobri que não foi ele quem disse tamanha bobagem. A frase foi dita pelo governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), quando questionado sobre a greve dos professores em seu Estado, que já durava 24 dias (clique e leia). A frase é chocante e revela como os políticos, mais do que liberais, enxergam o patrimônio público. Triste.

Mas, não contente ainda com a descoberta, resolvi pesquisar mais um pouco e encontrei no YouTube a gravação em que ele diz, ao vivo, a famigerada frase, escute:

video


Agora: vendo a montagem feita com o governador Alckmin, lendo a matéria do governador Cid Gomes e ouvindo-o falar, pergunto: a primeira tem relação com a última? É dito a mesma coisa, ou será que há distorção? E o que o governador Cid Gomes disse, será que é tão absurdo assim?

Não voto em ninguém faz tempo, tenho repúdio pelo PSDB, que está liquidando o patrimônio público e detesto essa confusão ideológica que existe na política brasileira, onde o PSB (Partido Socialista Brasileiro) propaga ideias liberais.

Cid Gomes: peace and love
Faça amor, não faça fortuna.
O governador cearense tem certa razão em dizer que quem quer ganhar dinheiro, tem que ir para o setor privado, mas quando fala que quem está no setor público, tem que fazer o trabalho por amor, aí ele “força a barra”.

O “telefone sem fio” propagou a notícia, prejudicou ele, o governador geraldinho, e a quem leu também, porque se analisar cada mídia, vai perceber que cada um disse o que quis.

Procure sempre mais e mais fontes de informação, porque a verdade é só uma possibilidade.



Essa montagem apareceu na TL do meu Facebook hoje,
dia 12/09/13. As pessoas acreditam em qualquer coisa
que leem. Não fazem o mínimo esforço pra saber o que
é verdade ou não, no mundo das redes sociais.

14/10/2012

Polícia privada: milícia pública.



Calma, só vim dar tchau.
Em todo final de jogo de futebol acontece sempre a mesma cena: o arbitro (ou juiz, já que arbitrar é julgar) apita o final da partida e a polícia (do Estado) corre em sua direção para protegê-lo (do quê?). Essa cena, que já virou rotina, é, no mínimo, estranha: se você parar para pensar, é a polícia militar, o poder estatal, que é mantido com dinheiro de impostos, dinheiro público, protegendo alguém dentro de um evento privado, um evento que, no meu entender, os clubes ou a federação esportiva que a rege é que deveria pagar por essa escolta. Mas no Brasil as coisas são diferentes: o Estado serve a uma elite que comanda tudo há muito tempo.

Nunca vi em jogo europeu a polícia entrar em campo para proteger ninguém. Claro que a cultura dos povos não é comparável, que a educação na Europa está muito mais avançada do que na América Latina, mas a questão não é essa: é o que fazem com o patrimônio público.

O panaca da apuração.
Assistimos uma cena bizarra no último carnaval: um cidadão (idiota) foi preso acusado de supressão de documentos, em plena apuração, ao vivo via TV. Quem leu, ou viu a notícia, imaginou algo como o mensalão, as CPIs, mas na verdade o que aconteceu foi que um indivíduo, revoltado com a apuração dos votos dos desfiles de carnaval das escolas de São Paulo, pulou o alambrado que o separava do júri, pegou os envelopes da votação e os rasgou. Nossa, que crime! Como todo desfile é pago para ser assistido ao vivo, no meu entender é um evento privado. Mesmo sendo uma festa cultural e tudo mais. O que a polícia estava fazendo lá? Fácil, obedecendo a ordens de superiores, barateando custos de produção. Protegendo o interesse de uma minoria elitista que tem interesse financeiro nesse acontecimento. As comunidades populares dão a vida para que essa festa aconteça? Legal, mas eles são meros laranjas. São os que menos, ou até nada, ganham.  

Choque cultural
O carnaval é uma festa popular? Beleza, é. Mas nos desfiles, que são pagos, e caros para serem assistidos, a segurança tem que ser privada. O poder público tem que agir na rua, no máximo.

Os jogos de futebol são onde essa distorção do poder público fica mais evidente. A polícia é responsável pela segurança pública, mas em eventos privados a segurança tem que ser privada. Usam a polícia como querem e lhe convém. A população só perde com isso. Dinheiro em evento privado é dinheiro na privada!

A polícia é a segurança da elite, terceirizada com dinheiro do Estado.

Até quando vamos assistir o patrimônio publico ser usado por uma minoria elitista e não vamos fazer nada? Eu sei a resposta: até quando quem manda quiser.

O brasileiro nem faz ideia do que esta acontecendo. No Brasil, a milícia é pública...


A milícia pública que age em favor da privada. 

26/09/2012

A desmetamorfose


Certa manhã, ao despertar de sonhos intranquilos, Gregório da Silva encontrou-se metamorfoseado em um... ser humano, com nada de monstruoso. Levantou-se, tomou café, saiu de casa para o trabalho, de ônibus, com saudades do tempo em que era um inseto...





17/09/2012

História Íntima da Leitura


O livro

História Íntima da Leitura é uma teia de narrativas que forjam uma história da literatura a partir da leitura, bem como de idiossincrasias, desejos e ausências. Trata-se de um livro em que 18 autores transitam entre os lugares da leitura e da escrita, para colocar o texto em tensão e diálogo com os papéis de leitores, livros e personagens, enveredando pela construção de uma biblioteca que reinventa a noção de intimidade. Ao narrar sobre a experiência fundante da leitura, essa espécie de emersão de si diante do outro – e, talvez, também de imersão do outro em si - História Íntima da Leitura inventa uma espécie de livro infinito, que convida o leitor a deixar suas marcas e inserir-se no texto, reescrevendo, a cada leitura, uma nova História.



O documentário





A editora


Editora Vagamundo se lança no cenário editorial brasileiro com o objetivo de dar voz a autores contemporâneos, nos mais diversos gêneros literários romance, conto, poesia, dramaturgia e literatura infanto-juvenil. Além de abrir as portas para a produção literária contemporânea, a Vagamundo nasce com o objetivo de ser uma editora feita por leitores e para leitores. Esse objetivo já transparece em seu primeiro lançamento, História Íntima da Leitura, tanto no que diz respeito à proposta da obra, quanto na aposta de envolver o público na construção de um trabalho colaborativo de significação e divulgação do livro. Os 18 autores desse trabalho inaugural acabam por constituir, de alguma maneira, o catálogo futuro da editora.


fontes e contatos:



@EdVagamundo



18/08/2012

Mensalão: quem é o pai da criança?


Você sabe quando foi que se originou o termo "MENSALÃO"?

Ah, uhu, o papai chegou!
Não? Foi no ano de 1997, no governo do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o pai da criança!

Mas como nessa época internet, rede social e toda essa parafernália tecnológica não estavam na moda, ainda não faziam parte da nossa vida cotidiana, muita coisa desse escândalo tucano caiu no esquecimento. FHC deve erguer as mãos ao céu todos os dias.



“Recordar é viver. Em 1997, surgiram gravações de escutas telefônicas levantando fortes evidências de que havia um esquema para compra de votos de deputados arregimentados por Sérgio Motta, o Serjão, então ministro das Comunicações.
O jornal Folha de S.Paulo foi o primeiro a apontar o escândalo e, para ilustrar a sequência de reportagens, criou um ‘selo’ com a frase: ‘Reeleição comprada?’”


Quando você ouvir a palavra MENSALÃO, lembre-se que isso já não é de hoje (infelizmente).

Ex-ministro de FHC, o finado Sergio Motta:
que o inferno o guarde bem!


17/08/2012

Cuspimos para cima e...



Caiu na nossa testa!

O ridicularizado Aerotrem
Por várias eleições o cidadão paulista riu, “tirou uma onda”, do candidato do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro) Levy Fidelix, devido ao plano carro-chefe de suas campanhas eleitorais: o Aerotrem, o chamado trem de superfície.

Provavelmente ríamos por não termos ideia do que era essa “coisa”, mas também por acreditarmos, acredito eu, que seria uma obra faraônica, ou algo do gênero.

A nossa referência de trem, também ajudou a criar um estigma sobre o plano de coletivo do candidato, pois os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) sempre foram mal vistos pela população de São Paulo. Principalmente comparados aos do Metrô. Apesar das duas empresas operarem na mesma modalidade de transporte, os trens da CPTM sempre foram chamados de “trem”, de forma pejorativa; já os do Metrô, são chamados de Metrô, o que não tem muito sentido, pois também são trens. A CPTM sempre foi o “primo pobre” do Metrô.

Agora, anos de risadas depois, estamos assistindo a construção do Monotrilho, que é a mesma coisa que o Aerotrem. O PSDB, que está a 16 anos mamando nos paulista, “pegou” a ideia do, até então caçoado, Levy Fidelix, e está nos vendendo como uma “solução” para o transporte coletivo de São Paulo.




O pior disso é que muitos de nós acharão o máximo o Aerotrem... ops, quero dizer, o Monotrilho, quando estiver em atividade.

Agora, quando algum outro candidato nos apresentar alguma ideia que acharmos absurda de ridícula, é melhor pensarmos muito antes de rirmos da cara dele.


Vítima de Bullying por anos, Levy teve sua ideia roubada!

12/08/2012

Um Cristo brazuca



Neymar da Silva Santos Júnior, um moleque de 20 anos, jogador de futebol do Santos Futebol Clube (meu time de coração), nascido em Mogi das Cruzes, cidade próxima à capital paulista, de repente vira a salvação da seleção brasileira e, consequentemente, o salvador de mais de 200 milhões de torcedores, aproximadamente. Aí eu me pergunto: o que me faz acreditar que um garoto de 20 anos (17 a menos do que eu) seja a salvação da minha alegria futebolística? Aí eu me respondo: a mídia e os patrocinadores.

A foto abaixo foi publicada no site da Rede Globo logo após a derrota do Brasil para o México, na final olímpica de Londres 2012.


Pego pra cristo aos 20 anos


O que será que esconde essa foto?

É notório que esse jovem atleta recebe um salário, aproximadamente, 3 milhões de reais ao mês; 4.823,15 vezes mais que o salário mínimo vigente no país. A maior parte dessa grana, segundo o presidente do Santos Futebol Clube, Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro, é paga pelos patrocinadores. Aí vem a minha pergunta para aqueles que o critica: quanto será que das aparições por aí desse garoto, são imposições das empresas que o banca? Acredito que muito. Quase tudo do o que ele usa ou faz está ligado aos patrocinadores. Um grande exemplo é fato de ele ter ficado só de cueca logo após a conquista do Paulistão 2012. Os marqueteiros da Lupo deram pulos de alegria.

Na seleção brasileira, com certeza, a coisa não é diferente. E quem ganha com isso, além dos patrocinadores que sempre ganham, é o “técnico” #ForaMano Menez e seus padrinhos, o presidente da CBF José Maria Marim, puro resquício da maldita ditadura, e o diretor de seleções Andrés Sanchez que, coincidentemente, é o ex-presidente do Corinthians que, mais que coincidentemente, é o ex-clube do “técnico” #ForaMano Menezes.

José Maria Marin, partidário do ARENA, ex-governador biônico
em São Paulo e amigo dos Militares. O outro é o #ForaMano


É tão nítida é falcatrua que dá nojo de escrever sobre. E dá mais nojo ainda quando você percebe que a maioria do povo não percebe; ou pior, nem se dá conta disso.

A seleção do #ForaMano está cheia de jogadores que você nem sabe de onde veio. Mas até que é fácil deduzir: eles vieram dos empresários! Pense bem: um jogador como o Lucas Leiva, só pode ser convocado por influência do empresário, ou é filho bastardo do #ForaMano. Acredito que a primeira hipótese é a mais provável (mas a segunda não é descartada).

Logo após a derrota da seleção na final olímpica, ouvi pessoas dizendo que “a molecada pipocou”, "o Neymar é só firula”, “esses moleques só pensam no dinheiro”, “o Neymar é isso e aquilo...” e etc. E fico cá pensando eu: “será que ninguém vê que a seleção é mal treinada?, que é puro negócio?”. Acho até que as pessoas sabem disso, mas acreditar... acreditar é outro papo.

Lucas Leiva: a cara do pai!
Todas as fotos que são publicadas sobre a seleção brasileira, tem o Neymar como “modelo” principal. Parece até que é só ele quem joga no time. Essas fotos, além de promoverem todas as empresas que o banca, protegem todos os Coronéis da CBF e seus Jagunços. O menino está sendo pego pra Cristo, e seu pai, seu o grande “protetor”, nem percebe (ou não quer perceber).

Se eu fosse o Neymar, aos 20 anos já milionário e jogador profissional com a carreira toda pela frente, mandaria todo mundo TOMAR-NO-CU! Voltaria para o Santos, que é quem é responsável pelo o que ele é, e mandaria a CBF e toda sua quadrilha para a PUTA-QUE-OS-PARIU!

Mas como não sou, vejo o meu time de coração cair pelas tabelas do brasileirão, vejo a farta santa ceia sendo realizada por um bando de Judas, e vejo o menino Jesus, o messias, sendo pego pra cristo.


Sobre futebol:



18/06/2012

Egocentrismo Global


Sempre desconfiei desse papo de “aquecimento global”, de catástrofes naturais decorrentes de mudanças climáticas que são decorrentes da exploração dos recursos naturais. Como pode o desodorante em spray que eu uso nas axilas ser mais nocivo do que as bombas atômicas que os EUA lançaram sobre o Japão? Depois de duas grandes guerras, é o fato de eu abrir a geladeira para pegar uma cerveja que vai devastar a Terra? Acho difícil.


O homem inventou o calendário, o relógio, as quatro estações e outras marcações do tempo em relação ao mundo. Só cometeu um erro: não avisou ao planeta que ele não poderia mudar seus cursos climáticos. Dias de verão que faz frio, dias de Inverno que faz calor e no meio desses “desencontros” atribuímos ao “aquecimento global” a culpa desses dias dissonantes.

Este ano representantes de vários países se reuniram no Rio de Janeiro – na Rio +20 – para decidir o destino do planeta... Será que tem algo mais megalomaníaco do que acreditar que nós, meros mortais, vamos dizer ao planeta o que fazer? No máximo o que vai ser discutido é de que como (nós dos países “pobres”) vamos conduzir nosso consumo. Como economizaremos água, energia, combustíveis, etc, para que as grandes potências não comprometam seus luxos.

O planeta existe por si só. O mundo já não: o ser humano é quem o criou.


Uma palestra que diz tudo: