12/12/2015

Era uma casa sem nenhuma graça...


Era uma casa sem nenhuma graça
Meu coração não tinha nada

Até que um dia te conheci
e várias coisas surgiram ali:

Antigamente não tinha chão
Agora tenho a sua mão

Aquele frio na velha rede
Já não o sinto, virou sorvete

E o banheiro era solidão
Agora é espuma e diversão

E aquela casa sem muito esmero
Hoje é o lugar que mais te quero






18/11/2015

Correspondência


Um sorriso lindo se abriu
quando ela viu a carta chegar
Pensou que fosse poema
mas não era... Pôs-se a chorar

Então o poeta, vendo a situação
de supetão, resolveu o problema
fazendo este pequeno poema
sem muita estripulia e invenção
só para alegrá-la o coração




06/10/2015

Lançamento




Dia 18/10, a partir das 14:30hs (até às 17hs)
BSP - Biblioteca de São Paulo
Av Cruzeiro do Sul, 2630 - Carandiru
Ao lado da estação do Metrô
Estacionamento no local (pago)

O livro custará R$30,00 (dinheiro ou cheque)


15/09/2015

Expo Poesia Agora - Museu da Língua Portuguesa


Fui visitar a exposição "Poesia Agora" no Museu da Língua Portuguesa, que reúne aproximadamente 500 poetas contemporâneos brasileiros.

Havia uma das seções da exposição chamada "Desafio". A proposta da seção consistia em escrever um poema, sem utilizar uma das vogais do nosso alfabeto.

Desafio proposto, resolvi escrever um dos meus poemas. Depositei-o na urna da letra "A". Para minha surpresa, selecionaram e publicaram esse poema na exposição, nessa mesma seção.

Fiquei feliz por ser selecionado e por participar de algo que considero importante, porque muitos desses nomes ficaram para a posteridade.


Quem sabe o meu também fique!




A urna

O poema

Grato ao Fernando Bispo que fotografou e ao Paulo D'Auria que me avisou.

14/09/2015

Em breve, o lançamento do meu segundo livro de poesia




Nessa ressaca nada me adoça
A substância negra é que me consome
E tento aliviar a minha fossa
em latas de coca, sem teu nome


Assuntos simples, que nos ocorrem e recorrem diariamente, sobre quase tudo o que nos cerca: a comida, o ego, a cidade, os relacionamentos interpessoais, o trabalho, o amor, a morte... Tudo pode ser tema, desde que de alguma forma atinja o autor, seja ela física ou psíquica.

A mente, que geralmente não nos mente, é constantemente inquieta, mas poucas vezes paramos para pensar sobre os acontecimentos cotidianos, corriqueiros. Agimos de maneira automática, fazendo tudo de forma quase que robotizada, sem o mínimo de questionamento sobre a ação em si, sobre o objeto de contato, sobre a relação “ser” versus “mundo”.

De forma simples e poética, o autor expõe suas ideias e inquietações, na tentativa de digeri-las, sem muitos engasgos, e de engoli-las, de maneira satisfatória.


A Psicoautoantropofagia da Vida Cotidiana é um convite à reflexão de assuntos tidos como banais, mas que fazem parte do nosso dia a dia e que formam a nossa visão de mundo. 

16/07/2015

Por uma única bandeira


Vejo várias bandeiras pelas ruas:
vermelhas, azuis, cores do arco-íris
agitadas por militantes, multidões
Populares, militares ou civis
muitas diferenças, ideias e razões

Me desculpe, meu amigo ou camarada
“entendo” a sua jornada
mas já não tenho mais idade
pra esse papo de “revolução”

Por que não nos damos às mãos
e juntos, em sociedade
não fazemos a cidade
para toda a população?

Os anos rebeldes passaram
Passaram até na televisão
Da rebeldia (e do tempo) juvenil
acredito que ficou uma lição:

“Longe vá temor servil”
como diz do hino, o refrão
que cantamos na escola
a contragosto, mas que sabemos agora
a diferença faz, ter uma única bandeira
desde os tempos das brincadeiras

Passamos a vida inteira brigando
Olhando para o próprio umbigo
Fazendo do amigo o inimigo
enquanto o inimigo
e o inimigo do inimigo
se juntam, se fazem amigos

E estão no poder!
E eleitos pelo direito!
E, doa a quem doer
querendo ou não
todos eles nos representam
como manda na Constituição

E é difícil mudar essa situação
porque de eleição em eleição
elegemos o ladrão, o ladrão
o ladrão do ladrão do ladrão
E ninguém merece perdão

No meio político, o que vale
é o toma lá dá cá, a negociata
E por mais que façamos passeatas
falta um discurso que nos iguale

Então por que não formamos
uma única nação, unidos pelo elo:
branco, azul, verde e amarelo
se brasileiro, todos somos?

A bandeira a ser empunhada
é aquela que foi hasteada
no pátio, dos tempos de criança
Tempos de escola e de esperança
em que se sonhava
com o futuro...

Hoje o dia a dia é duro
E muitas crianças da nossa pátria
ainda não sabem o que é escola
E, pior, só sabem o que é esmola

É preciso quebrar essa rima
Paradigma que nos assola
Enquanto houver essa sina
haverão muitas chacinas

porque criança fora da escola
é criança morta!
É juventude morta!
É futuro morto, o resto é lorota!

Chega de ser o país da bola
do carnaval, do samba no pé
dos patriotas em tempos de Copa
Valores que não nos trazem nada
além de um estereótipo vulgar

Quero que aqui seja outro lugar:
o país da ciência, da literatura
do Nobel, da tecnologia, dos esportes
da igualdade de oportunidades
O país do conhecimento...

Mas paro um momento e vejo
que não há outro jeito
de mudar a direção da nação
se não mandarmos as crianças
às escolas!
E não às celas, reformatórios
ou (pior) cadeias... Grades?
Só se forem as curriculares!

E que essas crianças
no intervalo das aulas
no pátio, após o recreio
cercadas de verde
sob o céu azul anil
hasteiem uma única bandeira
cantando em uníssono, o refrão:
“Pátria amada, Brasil!”

Mas até lá, para essa nação
que sonho, chegar
a nação de hoje
tem que se unir e lutar
por uma única bandeira:

a bandeira da educação




12/05/2015

SD nega maluca


ela corre pelos campos de algodão
doce
em direção às bombas
de chocolate
que explodem
na boca
matando a
vontade

ela nem liga pra guerra
contra a balança
e exibe as cicatrizes do corpo
medalhas de condecoração
o rebolado é seu aliado

estiras e sobrepeso é leve aos ombros
não pesa ao combate, à mente
armada de beleza até os dentes
sempre vence os embates

entrincheirada
na geladeira
entre brigadeiros
morangos e chantilis
ela exibe seu sorriso de vitória
cheio de creme
de leite

na trégua
o bem casado
baba de moça
língua de gato






03/05/2015

quando fomos nuvens


quando fomos nuvens
viajamos por céus e cumes
passando mares e tormentos
cardume solto ao vento
somos o lume
do tempo



foto de Mariana Portela



@Mizebeb 


01/05/2015

se aninha


canta passarinha
voa livre e encanta
eu em meu leito

volta e pousa
repousa as asas
e se aninha
em meu peito




23/04/2015

mar salvador


meus versos minhas rimas
perdidos pelas ruas da dor
espero banhá-los um dia
nas águas calmas cristalinas
do salvador mar de Salvador

e junto ao teu sorriso de menina
encontrar leve a minha sina
e descansar minha dor urbana
na cama, no seio do teu amor

e que o tempo que move a areia
com o doce sopro do vento
se cale, e pare nesse momento





boa tarde


que tua tarde seja linda
como és tu, oh minha musa
que toda a luz te conduza
pelos caminhos que tem ainda

e teu brilho que nunca finda
luz bela que revela
clareza de singela doçura
ilumine astros e estrelas
nas minhas noites mais escuras




(escute o poema cantado)




21/04/2015

bom dia passarinha


bom dia passarinha linda
que canta e encanta com alegria
maravilha de sonho alado
solta a voz e contagia
esse breve feriado

bate as asas e voa
até mim
pousa e repousa
no meu jardim



20/04/2015

o réu e o rei


bela aquisição
o livro que comprei
será que processado serei?
mais um no tribunal ambíguo
réu inimigo
do rei?



Araújo, Paulo Cesar. Roberto Carlos em detalhes.
Editora Planeta. 2006.  

colégios do paraíso


colégios no seio do paraíso
jardins juvenis floridos
com tudo que o diabo gosta
flores brancas com bicos rosa



07/04/2015

diálogos poéticos: o poeta enfermo e a musa enfermeira

(escrito a quatro mãos)

No seu leito de loucura noturna, o poeta sofre e diz à musa enfermeira:

nem tudo que reluz é ouro
mas ouro não me seduz

esses grandes olhos castanhos
raros e não estranhos
ao meu coração, fatal
sua luz que brilha, letal
é o mais precioso metal

essa sim, nobre maravilha
cristal que rebrilha, luz venal
pois nem tudo que é ouro reluz
nem tudo que é ouro conduz
a algo bom


- a musa enfermeira

poesia crônica aguda
não é fácil tratar
na gravidade de espasmos e mudanças no olhar
há até quem desista de cuidar...

mas veja bem, enfermo poético,
talvez eu, dessa doença, possa te curar.


- o poeta enfermo

mas e seu e não quiser ser curado
e sim perder as estribeiras
para ser eternamente tratado?

será que essa musa enfermeira
mesmo assim, vai me ajudar?


- a musa enfermeira

viver na eterna loucura
perder as estribeiras
depender da musa enfermeira
é algo que se deve querer?


- o poeta enfermo

é algo que se deve
porque senão como saber?

como diz o outro poeta
que também perdeu a estribeira
"que seja eterno enquanto dure"
o tratamento e a musa enfermeira


- a musa enfermeira

o tratamento e a musa enfermeira são duradouros
tem que ver se o mesmo pode se dizer do louco


- o poeta enfermo

louco não sabe que é louco
seu distúrbio é duradouro
e sua loucura é contagiosa
porque a enfermeira (que é mó gostosa)
demonstra que isso a afeta
pois também está virando poeta!


- a musa enfermeira

a enfermeira é quase poeta
e a loucura contagiosa
gostosa é por sua conta
e nossa conversa engenhosa


- o poeta enfermo

a enfermeira, agora poeta
é gostosa além da conta
porque não é qualquer uma que é engenhosa

pra conversar assim tem que ter talento
e isso ela tem de sobra
só não mostra, a enfermeira


- a musa enfermeira

você chama de talento
eu chamo de esforço
rimar pra te fazer graça
e te colocar um sorriso no rosto


... E o sorriso surgiu e a enfermidade se foi...




02/04/2015

diálogos poéticos entre o bolo e a cereja

(escrito a quatro mãos)


- o bolo

acima do doce
acima do sabor
acima da forma
acima do desejo
a cereja

sob ela o bolo que almeja
entre beijinhos e suspiros
fazer a festa


- a cereja

do elogio ao riso
da expressão ao livro
em noites de encanto
ele, o bolo
exagerado a princípio
cultivando na cereja
um vício


- o bolo

acho ela linda
ela me acha exagerado
sou bolo doce
sem ser melado

ela é a cereja
única do açucarado
mundo que construímos


- a cereja

do bolo o doce toque
na cereja o mel na boca
no traço da distância
o selar da intimidade

na explosão da cumplicidade
fica o afago da espera
e a certeza do querer





09/03/2015

acena


quero ser a sina
quero estar na cena
na memória da menina
pura flor açucena

AB



inspirado no texto do professor.




26/02/2015

Black SP


algo irá acontecer
na cidade intensidade
o céu ficará negro
e o dia irá escurecer

a água irá cair
as ruas irão encher
a noite será escura
não haverá amanhecer

a torneira irá secar
só sobrará o Tietê
o trânsito irá parar
não haverá pra onde correr

o estresse se espalhará
e atingirá você
seu coração explodirá
e você irá morrer

no meio da multidão
ninguém irá querer saber
de mais um corpo pelo chão
atrapalhando o entardecer

você irá apodrecer
a enxurrada o levará
ratos irão te roer
não há nada o que fazer


porque aqui é a Black SP!



foto: Tati Mendes - região do centro de SP

21/02/2015

Esquina digital


Muita gente fala que a Internet está distanciando as pessoas, que as relações tornaram-se frias com o advento da era digital e coisas do gênero, o que discordo completamente. Se a pessoa não quer te ver, ela não quer te ver e ponto final. Fazer contato hoje é muito fácil, quem não quer fazer é porque não está afim mesmo. Não é a internet que provoca esse distanciamento. Na verdade não sei o que seria da amizade sem as redes digitais, que se proliferam cada vez mais. Parece contraditória minha opinião com o consenso geral sobre internet, mas você que está lendo esse texto, logo vai entender onde quero chegar e o porquê da minha posição.

Minha infância foi igual à de qualquer criança de periferia (na década de 1980), foi brincada na rua, com um monte de outras, que faziam parte da mesma vizinhança ou do colégio. A amizade era formada a partir de um território geográfico habitado em comum. Acabava a aula, íamos para nossas casas guardar o material escolar e correr para a rua, todo dia era assim até o fim do dia.

A adolescência (ou pré) deu as caras e ao invés de nos juntarmos para brincar, ficávamos na esquina dessa mesma rua que nos serviu de playground, conversando sobre tudo quanto é coisa que nosso pouco conhecimento permitia e nossa limitação territorial alcançava. E outras turmas de jovens se formavam em outras esquinas e assim por diante. Existia até certa rivalidade entre alguns grupos, o que acredito ser normal para a idade. Juventude sem rebeldia não é juventude.

Com a idade avançando, a responsabilidade chega junto: aos quatorze anos saíamos para procurar emprego (a lei ainda não proibia), o que alterou totalmente nossa rotina de amizade: passávamos a nos encontrar só anoite no colégio e a esquina ficava para os finais de semana. Quando nos reuníamos, cada um contava sua nova experiência, sua expectativa e sobre as novas amizades. Durante um bom tempo a esquina foi nosso ponto de encontro, nossa sala de bate papo.

E o tempo passou, entramos em faculdade, outro emprego, cursos extras e nesse entra e saí de instituições, novas amizades são feitas, porém sem tanta substância, pois o único ponto de união entre as pessoas é a instituição. E o desligamento de determinada instituição, implicava também em deixar para trás muitos colegas. Adicionar em rede social, isso ainda nem imaginávamos que pudesse um dia existir.

Uma das instituições por qual passei e formei muitos amigos foi o Exército. Como todo jovem a beira dos dezoito anos, eu não queria servir à pátria, mas... Serviço Militar Obrigatório, isso já explica o meu ingresso na vida militar. Foram exatos um ano um mês e dez dias de vida de soldado, nem preciso falar que muita coisa aconteceu e que conheci muita gente. Éramos cento e vinte na mesma companhia, havia quatro companhias diferentes, fazendo uma conta rápida, foram quase quinhentos jovens que ingressaram juntos, somados os que já estavam lá, que optaram por aquela vida... Aquela vida.

As baixas do exército são concedidas em três momentos diferentes: a primeira com oito meses de incorporação, a segunda com onze, a terceira e última com um pouco mais de doze, que foi a minha. Fiquei até o último dia, até o fim. Fui o chamado NB - Núcleo Base - (lembra daquela música do Ira!?). Lembro-me desse dia até hoje, um dos mais felizes da minha vida, sem dúvida.

Com o fim do serviço militar obrigatório, a maioria das amizades ganhou distância, outras até foram esquecidas. Nessa época (1995), Internet era coisa de mega-nerd que tinha acesso a computador. E ser mega-nerd não era pra qualquer um. O PC também era algo distante, de difícil acesso. Lembro que trabalhei numa empresa que só tinha um no departamento e só uma pessoa é que sabia mexer nele. Não era como hoje, que o PC virou um eletrodoméstico vendido em qualquer magazine, com prazos de pagamento a sumir de vista. A produção em larga escala e a neoescravidão dos trabalhadores em países asiáticos, barateou o PC e possibilitou seu acesso para quase todo mundo do mundo todo. Nesse contexto de proliferação tecnológica é que as redes sociais entram em campo e ganham grandes dimensões, adeptos e reformulou nossas relações interpessoais.

Como todo brasileiro que teve acesso à internet em meados dos anos 2000, ingressei no Orkut, rede social que virou febre e que recuperou muita coisa relativa à amizade, acredito eu. Era (e é) muito fácil: é só lembrar-se do nome da pessoa a ser encontrada e, caso ela também faça parte da rede, você irá encontra-la. E foi o que aconteceu. Confesso que no começo achava essas redes uma perda de tempo, uma bobagem total. Com certeza eu não havia entendido o poder de integração entre as pessoas que essas redes proporcionam. Em pouco tempo eu havia encontrado muita gente que fazia muito tempo que eu não tinha nenhum tipo de contato nem notícia. O pessoal que estudou comigo no colégio, gente de empresas que trabalhei, o pessoal do quartel... E através de um você chega a outro e a outro e a outro... De repente tanta gente que eu nem lembrava que existia mais, ressurgiu. A maioria do pessoal do quartel eu não via a pelo menos uns quinze anos. É muito tempo e gente para guardar só na memória.

Nesse reencontro digital, formamos uma comunidade no Orkut (Sim, servi a PE em 94) e começamos a nos falar. No começo juntamos vinte e cinco pessoas. Começamos a tentar localizar quem não estava no grupo, a trocar ideias, fotos e fatos esquecidos. O Orkut caiu de moda e entrou o Facebook em seu lugar. Todos migraram para a nova rede que crescia no país e começamos a encontrar mais e mais gente, no Brasil e fora dele.

No dia da última baixa, um parente de alguém levou uma câmera filmadora VHS, máquina e fita enormes, parecida com aquelas que as redes de televisão utilizam. Eis que transformaram a filmagem de VHS em arquivo AVI e isso foi distribuído entre nós. Foi emocionante rever esse dia, a formatura completa de desincorporação. Toda vez que vejo esse vídeo fico feliz novamente. Depois de convertido o vídeo em arquivo, ir parar no YouTube foi um pulo. A lembrança “upada” na rede, agora pode ser acessada e assistida por qualquer um a qualquer momento.

O novo grupo no Facebook recrutou mais gente e só faltava agora nos encontrarmos. Foi o que aconteceu: marcamos num sábado, num bar em que um do grupo trabalhava e em determinada tarde estávamos lá, dezesseis anos depois da baixa. Vou dizer algo totalmente clichê, mas foi como se um filme passasse na minha cabeça. As lembranças tomaram conta da tarde, do ambiente e muita coisa que estava esquecida veio à tona. Um lembrava de uma história e outro de outra, ficamos sabendo o que um faz hoje, o que fez, quem casou, quem não engordou, quem ficou careca, quem sumiu do mapa, quem morreu.

Esses encontros se multiplicaram e em cada novo encontro surge alguém novo e novas conversas. Foram tantas as histórias, as lembranças, que viraram um blog, onde qualquer um pode escrever e colaborar com a memória coletiva.

Neste ano de dois mil e quatorze faremos vinte anos de incorporação no 2º Batalhão de Polícia do Exército e vamos celebrar o acontecimento! Tenho certeza que se não fossem as redes sociais, nenhum desses reencontros teriam acontecido. Seriamos uma lembrança que seria acessada somente por poucas fotos, que passariam boa parte do tempo guardadas em alguma gaveta por aí.

Hoje qualquer novidade pode ser contada via rede e todos do grupo ficam sabendo. Os laços foram reatados, as pessoas reencontradas e essa nova esquina, esse novo ponto de encontro e troca de ideias, com toda certeza, vai prolongar muitas amizades por muito tempo.


video
O último fora de forma.